A cidade do Sol – Khaled Hossini

Se alguém me perguntar se esse livro é bom, eu vou responder que sim, ele é ótimo. Mas ele é muito forte, nossa sinceramente tive a impressão que a qualquer momento iria sair muito sangue desse livro.

Mesmo ele sendo uma ficção, é algo que é real, pois a cultura desse país é muito diferente, as mulheres são extremamente submissas, e espancadas.

A Cidade do Sol é, uma espécie de Sidney Sheldon islâmico: um romance sobre mulheres sofredoras, amaldiçoadas pela sorte e humilhadas por homens maus, mas que no fim conseguem (ou, pelo menos, uma delas consegue) dar a volta por cima.

Filha ilegítima de um empresário endinheirado de Herat, cidade próxima à fronteira com o Irã, Mariam é obrigada pela família do pai a se casar com o comerciante de sapatos Rashid, da capital, Cabul. O marido é um bruto, que antes mesmo do Talibã já obrigava a mulher a vestir a opressiva burca. A situação piora quando, depois de uma série de abortos, fica provado que Mariam jamais dará o sonhado herdeiro ao marido. Rashid passa a destratá-la e a espancá-la. Paralelamente ao drama de Mariam, Hosseini narra a história de Laila, a esperta filha de um casal de classe média de Cabul. Cerca de vinte anos mais nova do que Mariam, ela tem planos de se tornar uma mulher independente, de um dia estudar em uma universidade.

Os sonhos de Laila são abreviados quando, aos 14 anos, sua casa é explodida por um foguete, em 1992, durante as guerras civis que dilaceraram o país. Seus pais morrem no bombardeio – e Laila ainda por cima está grávida do namorado adolescente, que se exilou com a família no Paquistão. Sem opções, ela acaba se tornando a segunda mulher de Rashid.

A amizade que surgirá entre essas duas mulheres é o centro do romance. Não, elas não ficam podres de ricas, como no típico livro de Sheldon. Hosseini ainda é mais realista do que o autor de O Outro Lado da Meia-Noite. O final de A Cidade do Sol, porém, é ensolarado, esperançoso. Sim, os antigos guerrilheiros tribais ainda dão as cartas na política afegã, e o Talibã segue ativo, seqüestrando e matando missionários coreanos. O último capítulo do romance reconhece esses problemas, mas aposta no futuro do país. Com irresistível ingenuidade, o renascimento do Afeganistão é representado nas cápsulas vazias de mísseis – sobras da guerra civil – que os habitantes de Cabul transformaram em vasos de flores.

Gostei muito desse livro, mas já adianto, ele é forte, mas um livro muito bom, a trama prende você do início ao fim!! Vale a pena. Li em 2008, e minha nota foi 7.5.

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Sobre alinedal

Sou uma pessoa que adora livros, e que adora escrever também, então decidi juntar essas duas paixões. Vou escrever aqui sobre os livros que li até hoje, e a minha opinião sobre o assunto. Espero que vocês leitores(as) também façam suas sugestões. Então é isso ai!!
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